o céu partido ao meio, no meio da tarde.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Involuntário desejo.

toda tristeza é finda por uma alegria, que é finda por outra tristeza, que é finda por uma nova alegria, e assim sucessivamente. é a linhagem que minha vida toma, segue, caminha, circula. sempre inovando para cair na rotina novamente. sempre buscando um novo caminho para o trajeto antigo.
eu me pergunto: o por que do sofrer? o por que da melancolia?
resposta definitiva não acharei e qualquer outro achará. sei somente que entre esses espaços abertos por momentos não-tão-agradáveis, há um vago. há um ponto. esse ponto é o que me intriga. na verdade, esse ponto é o que procuro. o ponto onde os sentimentos são constantes. onde os sentimentos não me reprimem. onde os sentimentos surgem, desesperadamente novos, em mim.

F;

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Claustro pessoal.

O inexplicável dos sentimentos. Sentimentos. Sempre tão complexos e sempre tão difíceis de compreensão. Compreensão. Compreensão de lugares, compreensão de objetos, compreensão de matéria, compreensão de pessoas. Pessoas. Geralmente tapadas em seus próprios mundos, em sua própria área, em suas próprias razões. Razões. Quem efetivamente consegue definí-las? Quem terá o motivo certo e o motivo errado? Errado. Dependendo do ponto de vista, é extremamente certo. Certo. Certo de que tentei, certo de que me entreguei ao máximo, que estive presente, que dei o meu melhor. Melhor. Sou melhor do que supõem, sei que sou e posso ser. Ser. Infinitamente o meu é particular. Particular. Meu privado, próprio, secreto, oculto, porém entreaberto. Entreaberto. Escancarado até demais, revelando meu ponto fraco. Fraco. Estou conciso de que não sou, mas quedas contantes esvaem minha força. Força. É... preciso dela aos montes, em momentos. Momentos. Tais como sei que nunca viverei iguais, que me fizeram eu. Eu. Que já não sou tanto de maldizer. Maldizer. Claro! é o que me falta aprender. Aprender. A permanecer confiando em mim e não somente em aliados. Aliados. Fomos? Não sei, sempre me pareceu. Pareceu. Que era sobrenatural, dos céus, tampouco realidade. Realidade. Sei que me acostumarei com a mesma, só ou acompanhado. Acompanhado. Mas sempre muito solitário. Solitário. Em meio a multidões, platéias, amizade. Amizade. Confesso que a minha foi leal, tenha certeza. Certeza. De que sempre estarei me questionando. Questionando. O quão inexplicáveis são os sentimentos.
Te liberto. Liberto. Me liberto.
Vais ver. Ver. O início do fim.
Fim.

F;

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dúvidas.

O Ir ou o permanecer?
O cegar ou o ver?
O gato ou o cachorro?
Será de amor, que morro?

A vida ou a morte?
A fraca ou a forte?
A tristeza ou alegria?
O que mais valeria?

O perto ou o longe?
O trajeto ou a ponte?
A verdade ou o mito?
Pois sei, não te sinto.

A busca ou o encontro?
O silêncio ou o estrondo?
O te guardar ou o te cuspir?
Já que nem me faz sorrir.

O imaginado ou o existido?
O duradouro ou o reprimido?
O lembrar ou o esquecer?
Vejo que sem ti, posso viver.

F;