o céu partido ao meio, no meio da tarde.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

o tal do 'eu não saber'

uma pena, quando jogada da janela, age contra o vento. nem por isso ela cai feito peso enorme no chão.
se torna leve para mim? é só isso que te peço. leve, pálido, sem graça, insosso.
assim, talvez, seria mais fácil dizer algo que o meu semblante grita e que o meu coração esconde.
não sei se ainda te quero e não sei se te quero longe de mim.

(me deixa ser livre mas, sempre que puder, me amarra em você.)

F;

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Vagando no vago

- Não! não para de dançar!
(Por um momento, enquanto você esquecia das pessoas, acreditando estar sozinho, você e a garrafa de cerveja escorregando dos dedos, eu me esqueci também. Esqueci de dançar, esqueci de manter os impulsos nervosos que controlam minhas pernas inquietas, e parei [no tempo]. Reparei como joga a sua pseudo-franja pra lá e pra cá, em movimentos ligeiros. Os seus olhos fechados firmemente, a música fluindo do teu corpo magro que já foi parte do meu corpo magro. As pessoas indo e a tua vida passando em instantes flashs diante de mim. Minha boca entreaberta, vagando no curto vago tempo desse curta metragem que eu assistia. Poderia repetir mais desses segundinhos eternos, e analisá-lo, até que...)

- CARALHO! PUTA QUE PARIU!

(meus olhos desviaram a atenção de você e se voltaram para as minhas mãos usadas de cinzeiro, onde os restos de um cigarro esbarrado ainda ardiam por dentro da pele. Só não pude deixar de lembrar você e desejar que o tempo voltasse...)

-Não, por favor! não para de dançar...

F;

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Real além da mente

fui eu, te desenhando com o dedo, te fazendo surgir, que te fiz vivo.
minha língua em teu corpo, sal a gosto do desejo.
teu suor em meu peito, tua boca faminta.
olhos revirados.
tempo virado.
cada um para cada lado, esperando existir.

quem dera saisse de minha cabeça,
e sua presença fosse real em minha cama.

F;