o céu partido ao meio, no meio da tarde.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

o tal do erro

e eu te respiro,
porém, tens me sufocado.
prefiro expirar-te
enquanto ainda sobra, em mim,
resto líquido
de amor próprio.

(teu ar tão leve, tão brisa,
agora me é vendaval,
que desliza arranhando a garganta
e explode, grotesco, aos pulmões.)

F;

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

a tal da solidão


E como uma cadeira-de-balanço,
à beira-mar;
indo-e-vindo, sozinho
sem sair do lugar.

(sente o cheirinho verde do mar que agora escorre, salgado, pelo meu rosto)

F;

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

a tal da realidade

temos todos duas vidas:
uma, a que planejamos,
outra, a que vivemos.

F;

terça-feira, 1 de setembro de 2009

o tal do desgosto

E na janela
a luz da lua,
bem mais profunda
que a boca tua.

F;