o céu partido ao meio, no meio da tarde.

domingo, 13 de dezembro de 2009

eu: o tal filho da puta.

É como dizem: 'ganhar a confiança de alguém leva tempo, perdê-la pode ser feito agora mesmo'.
Terrível pensar na hipótese de viver sem você, que me faz parte-por-completo, que divide os dias comigo, as tardes, as noites, sempre tão nossas. Todo ser humano nasce propício ao erro. Mas não eu, eu não poderia, eu não deveria, eu não. Sentei em mim e te chorei amargamente, sentindo fundo a dor que em você, com certeza, era maior. Isso não é uma mera carta de desculpas, sei que todos os perdões do mundo não lhe serão suficientes. Sei que o abalo, muitas vezes, traspassa a capacidade de perdoar, e não tiro de você o direito a isso.
Escrevo através de minhas lágrimas que, agora, me escorrem pelos dedos (dessa mão tão imunda, indecentemente capaz de trair você).

[o meu pedido estará sempre comigo,
só não se esqueça, minha cara
que sempre fora, meu abrigo.]

pardon...

F;

2 comentários:

Hélio Netho; disse...

emoçao a cada verso

carolina disse...

acho que estamos na mesma posição. e mesmo conhecendo nossas agonias, a gente bem que sabe que não tem perdão.